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CEMIG desenvolverá sua primeira célula a combustível SOFC em 2009.
10 de junho de 2008

Deve ficar pronta em junho de 2009, a primeira pilha de células a combustível de óxido sólido (PaCOS) desenvolvida no Brasil. O projeto é uma parceria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira célula a combustível unitária do Brasil foi desenvolvida pela IPEN, em São Paulo.

As PaCOS de alta temperatura têm, em relação aos outros tipos de células a combustível, a vantagem de não necessitar de metais nobres como catalisador para a reforma do combustível (etanol, gás natural etc.). A reforma (produção de hidrogênio) pode ser feita no próprio corpo da célula a combustível. Protótipos semelhantes estão também sendo testados pela Siemens Westinghouse, na Holanda, e pelo Centro de Pesquisas de Jülich (Alemanha).

Os benefícios ambientais das PaCOS têm estimulado o seu uso em locais com alta concentração de poluentes e, assim, ajudado a minimizar os problemas ambientais e melhorar as condições sociais. Segundo a engenheira de tecnologia e normalização Érika Silveira Torres, da Cemig, o projeto de P&D tem o objetivo de desenvolver uma tecnologia nacional de produção de células a combustível de óxido sólido, sendo proposto, como meta final, produzir um protótipo de 50 W. Além disso, tem as finalidades de construir e equipar um laboratório de pilhas de células a combustível de óxido sólido, formar mão-de-obra especializada para desenvolvimento e fabricação de células do tipo PaCOS no Brasil e desenvolver novos materiais para uso em pilhas de células a combustível", explica.

O protótipo de 50 W será finalizado em junho do ano que vem. "Serão feitos testes elétricos para avaliar o seu desempenho. Como o combustível utilizado é o hidrogênio, esses testes serão realizados no Laboratório de Materiais e Pilhas a Combustível localizado no Departamento de Química da UFMG, que é equipado com sistemas de segurança (exaustores e sensores de vazamento de gás)", conta a engenheira, acrescentando que, como é uma tecnologia em fase de desenvolvimento e de custo alto, ainda não está disponível para ser usada pelo consumidor.

A célula a combustível é um dispositivo que utiliza a combinação química entre oxigênio e hidrogênio para gerar energia elétrica, energia térmica (calor) e vapor d`água. Quando um sistema tem mais de uma célula a combustível, forma uma stack, ou pilha de células a combustível, pois as células ficam empilhadas umas às outras.

Segundo Érika, as células a combustível são apontadas como fornecedoras de energia elétrica distribuída e também como suprimento de energia em locais onde não pode haver interrupção de fornecimento, como hospitais, shoppings e laboratórios. Além disso, elas são promissoras por serem mais eficientes na produção de energia, com mínima ou nenhuma emissão de poluentes tóxicos e de ruído.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com UFMG, no Departamento de Química, com recursos provenientes do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do ciclo 2002-2003 Cemig- Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, no valor de R$ 2,1 milhões. As informações são da assessoria da Cemig

fonte: http://www.portugaldigital.com.b

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