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Ônibus a hidrogênio começa a circular no Rio de Janeiro em 2008
21 de dezembro de 2007

Uma fonte energética democrática, não poluente e renovável. Assim a consultora senior do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes) Maria Helena Troise Frank define o hidrogênio que vai mover a partir de 2008, em caráter experimental, um ônibus que vai circular pelas ruas da cidade unisersitária na Ilha do Fundão e, em 2009, em rota convencional, transportando passageiros no Rio de Janeiro. E de cara nova: o ônibus a hidrogênio desenvolvido em conjunto com a Coppe ganhou novo visual, assinado pelas alunas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Aline Lima, Carolina Cadaval e Dandara Dantas.

O ônibus, de tamanho convencional, terá autonomia de 300 quilômetros, utilizando um sistema de células a combustível, alimentada a hidrogênio, e de baterias: não emite gases poluentes e tem como único resíduo vapor d'água. Será abastecido num posto localizado no Cenpes, na Ilha do Fundão, que está sendo construído pela Petrobras, uma das financiadoras do projeto. O hidrogênio será produzido no próprio posto, a partir do gás natural.

O hidrogênio é democrático porque "cada país, cada comunidade poderá identificar os recursos disponíveis para a produção", diz Maria Helena. O combustível pode ser extraído do gás, da biomassa ou da água. Ela propõe que energias renováveis a partir dos ventos, da luz do sol ou de quedas d`água sejam usadas para obter o hidrogênio por meio da eletrólise da água. O combustível seria então usado na ausência de fontes naturais, à noite ou na falta de vento.

O custo de construção do protótipo brasileiro ficou cerca de 50% menor que o valor de venda do similar europeu. Com esse projeto o Brasil passa a integrar o reduzido número de países que vêm trabalhando em projetos experimentais para viabilizar o uso do hidrogênio, uma fonte limpa de energia. "Trata-se de um veículo do futuro, que responde aos anseios de uma sociedade sustentável: não é poluente, gera pouco ruído e não dissipa gases que provocam o efeito estufa", afirma Paulo Emilio, coordenador do projeto da Coppe, segundo informa sua assessoria.

fonte: http://www.primeiraedicao.com.br

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