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Evento sobre energia no Uruguai terá palestra brasileira sobre células a combustível.
1 de novembro de 2007

Será realizado de 4 a 6 de Novembro, em Montevidéu, no Uruguai, o evento sobre energia, "Geração e Transporte de Energia Elétrica: Desafios Atuais e Soluções" (Generación y Transporte de Energía Eléctrica Desafíos Actuales y Soluciones).

Entre as palestras de renomados especialistas do setor de energia, uma das mais esperadas é a do Engenheiro Eletricista Niromar Alves de Rezende da Eletric Consult, cujo tema é a "Análise Técnica e Econômica do Uso de Células a Combustível Para Geração Distribuída".

Em parceria com a Brasil H2, o engenheiro Niromar apresentará a análise econômica do uso de uma célula a combustível MCFC (célula a combustível de Carbonato Fundido) de 1MW no Brasil.

Apesar da eficiência da célula a combustível na geração de energia elétrica estar em torno de 46% para a geração atual, e da possibilidade de uso da cogeração a partir da água quente residual a 460 ˚C (Fluxo de Energia Térmica=1,7 MMBTU/h = 428.400 kcal/h), o que inviabiliza são os impostos de importação e o preço do gás natural.

O payback para o sistema ficou em 14 anos, apesar de o custo de geração por MW/h ser a metade do valor pago pelo setor residencial e 54% do valor da tarifa comercial.

Para o engenheiro Emilio Hoffmann, da Brasil H2, em 2009 o uso da tecnologia MCFC já deverá ser mais atraente, pois se espera uma redução no custo da potência instalada em torno de 25 a 30%, o que reduziria não apenas o valor FOB, como também o impacto das taxas de importação no preço final.

Emilio lembra que esta é a tecnologia mais madura e competitiva no momento para geração contínua. No Brasil, as células a combustível em desenvolvimento pelas empresas brasileiras não servem para geração contínua, por enquanto, devido à pequena vida útil da tecnologia PEMFC. "Não é um desafio apenas no Brasil, mas em todo o mundo para a tecnologia PEMFC em aplicações de geração estacionária e contínua. Além disso, o potencial para cogeração das células PEMFC são inferiores às das células de tecnologia MCFC".

Emilio reforça que as empresas brasileiras estão focando, inicialmente, o mercado de backup de energia elétrica para o setor de telecomunicações, por exemplo. Neste nicho de mercado, a célula já está começando a incomodar os tradicionais bancos de baterias.

A partir de 2008, as empresas brasileiras Novocell e Electrocell deverão começar a produção em série de suas células a combustível.

Mais informações sobre o evento no Uruguai, em:
http://www.ute.com.uy/novedades/Portadilla_novedades.htm.

fonte: Portal H2

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